Com desemprego crescente, aumentam relatos de golpes com falsas ofertas de emprego

Camila atendeu ao telefone e ouviu o que mais esperava: “Temos uma vaga com o seu perfil”.

A proposta era um cargo de gerente, em que ganharia quase R$ 30 mil.

Tinha cara de emprego dos sonhos, diz ela. “Mas em 10 ou 15 minutos de conversa, no dia seguinte na agência, percebi que era um golpe.”

Ela não é a única a contar essa história.

O número de pessoas em busca de vaga no Brasil aumentou 10,2% no primeiro trimestre do ano e soma agora 13,4 milhões de trabalhadores, segundo números divulgados no fim de abril pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

É uma fila que, na medida em que crescia, também via se multiplicarem acusações e indícios de vagas falsas e de outros artifícios lançados para enganar desempregados e tirar dinheiro deles no país. O quadro é apontado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), pelo Procon-SP e pelo site de defesa do consumidor Reclame Aqui – e confirmado por analistas.

“Infelizmente, são situações que se repetem, fruto da ação inescrupulosa de pessoas que tentam tirar proveito da angústia alheia, derivada do desemprego ou aspiração de tantos outros que desejam um progresso profissional”, diz o presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Brasil), Paulo Sardinha. “As práticas consideradas desonestas”, afirma, “são executadas por uma minoria”, mas os candidatos devem ter cuidado.

Por isso atenção com ofertas mirabolantes no Facebook e Whatsapp, nunca deixe seu fone em listas. Prefira ligar diretamente e nunca pague nenhuma taxa de adiantamento isso é crime.

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