Técnica proibida no Brasil, ‘malha’ costurada na língua para emagrecer atrai clientes ao Paraguai: ‘É sofrido’

Especialistas falam que esta é mais uma das “loucuras” que as pessoas fazem para emagrecer e alertam para risco de infecção, compulsão alimentar e obesidade futura.

Não reconhecida no Brasil, uma técnica para emagrecer está atraindo muitos sul-mato-grossenses a clínicas de medicina e estética no Paraguai, onde é colocada uma malha (espécie de tela), costurada temporariamente na língua e que faz a pessoa ingerir somente líquidos e ter rápida perda de peso. Segundo especialistas, esta é mais uma das “loucuras” que as pessoas fazem para emagrecer. Eles alertam ainda que além do risco de infecção do procedimento cirúrgico, o paciente pode também desenvolver compulsão alimentar ou então recuperar todo o peso novamente.

A técnica consiste na costura de uma tela plástica na língua do paciente e tem sido praticada por médicos nos Estados Unidos e em vários países da América Latina. Com o material rígido preso à língua, torna-se doloroso movimentá-la, o que faz com que a pessoa só consiga ingerir líquidos. No Brasil, o procedimento não tem reconhecimento.

A malha de plástico, comumente utilizada na medicina, é presa à língua por meio de seis pontos isolados. O paciente recebe anestesia local e, caso não tenha sangramento, é liberado logo em seguida. A tela permanece na língua durante 30 dias, nos quais o paciente deve seguir uma dieta líquida de baixa caloria. Ele também é encorajado a fazer exercícios e a manter uma higiene bucal específica, para remover restos de alimento que possam se acumular sob a tela.

O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM-MS) afirma que as entidades responsáveis não reconhecem a eficácia do procedimento de tela na língua, já que pode causar prejuízos à saúde do paciente. Desta forma, o CRM/MS recomenda que médicos não a pratiquem, podendo estar sujeitos a esclarecimentos por infração ao código de ética médica.

Já a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ressaltou ao G1 que não legisla sobre nenhum procedimento neste sentido e a regulação, nestes casos, é feita pelos conselhos das categorias profissionais. Quando se trata de procedimentos médicos no Brasil, a Agência possui o papel de regulamentar as regras de funcionamento, bem como registrar equipamentos como maquinário, anestésicos e insumos, por exemplo.

Fonte: G1

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