Canal de Suez: as impressionantes imagens de satélite do impacto causado por navio encalhado

Até esta sexta-feira (26/3), havia 237 embarcações paralisadas nas proximidades do canal no Egito, segundo dados da Leth Agencies. Operação pode durar dias ou semanas.

Visão de satélite do navio Ever Given encalhado no Canal de Suez, no Egito, no dia 27 de março. — Foto: Maxar Technologies/Handout via Reuters

Enquanto avança a operação gigantesca para mover o Ever Given, cargueiro encalhado desde terça-feira (23) no Canal de Suez, centenas de navios se amontoam em ambos os lados da passagem, esperando sua vez de atravessar.

Até esta sexta-feira (26/3), havia 237 embarcações paralisadas nas proximidades do canal no Egito, segundo dados coletados pela agência de notícias EFE junto à Leth Agencies, que oferece serviços de logística em diversos canais e estreitos do mundo.

O bloqueio interrompeu a passagem entre a Ásia e a Europa de mercadorias avaliadas em US$ 9,6 bilhões por dia, segundo a consultoria Lloyd’s List Intelligence.

Mais de 12% do comércio mundial se move ao longo da rota, de acordo com dados da Autoridade do Canal de Suez.

Os responsáveis ​​pela operação de resgate alertaram que pode levar dias ou até semanas para mover o Ever Given, de propriedade da empresa de navegação Evergreen.

Alguns navios já cogitavam contornar o sul da África, como o Ever Greet, também da Evergreen, segundo a Lloyd’s List, embora a travessia leve quase 12 dias a mais.

No momento, a estratégia usada para desencalhar o navio é a retirada de areia da margem e o uso de navios rebocadores para puxar no Ever Given.

No canto superior esquerdo é possível ver o cargueiro Ever Given encalhado. Na região à direita, dezenas de embarcações aguardam a retirada para conseguir atravessar — Foto: Planet Labs Inc./Handout via Reuters

Caso isso continue não sendo suficiente, as equipes de resgate podem ter que remover alguns dos contêineres que o navio carrega para aliviar o seu peso, afirma Osama Rabie, o presidente da SCA (Suez Canal Authority, empresa estatal que administra a passagem). Ele diz, no entanto, que esperava que isso não fosse necessário.

John Denholm, presidente da Câmara de Navegação do Reino Unido, disse anteriormente à BBC que a transferência da carga para outro navio ou para a margem do canal envolveria trazer equipamentos especializados, incluindo um guindaste que precisaria ter mais de 60 metros de altura.

Os primeiros relatos diziam que o navio de 400 metros e 200 mil toneladas bateu na margem em meio a fortes ventos e uma tempestade de areia que afetaram a visibilidade. No entanto, Rabie afirma que as condições meteorológicas não foram “os principais motivos” para o encalhe do navio.

“Pode ter havido problemas técnicos ou erro humano”, diz, sem dar detalhes. “Todos esses fatores (que levaram ao problema) serão esclarecidos na investigação.”

Fonte: G1

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